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Foco de aftosa na Colômbia não preocupa

05 de julho de 2017

 A Colômbia registrou seu primeiro foco de febre aftosa desde 2009, quando a nação foi declarada livre da doença que afeta bovinos. O caso pode causar impactos nas exportações de carne daquele país, mas não no Brasil, afirma Sebastião Costa Guedes, vice-presidente de Relações Internacionais do Conselho Nacional de Pecuária de Corte (CNPC) e presidente do Grupo Interamericano para Erradicação da Febre Aftosa (Giefa).

 
A informação do foco de aftosa em território sul-americano, no Departamento de Arauca, na fronteira com a Venezuela, foi confirmada pelo Instituto Colombiano Agropecuário (ICA). A estatal notificou o caso à Organização Mundial de Saúde (OMS), por meio de nota, no último dia 24 de junho.
 
Também presidente da Academia Brasileira de Medicina Veterinária (Abramvet), Guedes, que é médico veterinário, ressalta que “o foco na Colômbia, na região fronteiriça com Venezuela, não nos surpreende”. “A Venezuela está em situação crítica e existem profundas divergências entre governo e setor privado”, ressalta ele.
 
De acordo com o executivo, “felizmente, o foco na Colômbia está distante da fronteira brasileira. Nossa divisa com Venezuela está com defesa reforçada pelo Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento)”, afirma Guedes, destacando que o problema foi identificado em uma região distante 700 quilômetros do Brasil. 
 
Retirada da vacina - Apesar do atual cenário, o vice-presidente de Relações Internacionais do Conselho Nacional de Pecuária de Corte reafirma que o Brasil deve prosseguir com o plano de retirar a vacinação contra a febre aftosa.
 
“O CNPC e outras entidades desejam iniciar a retirada em 2019 e concluí-la em 2021. Temos, no Brasil, 118 milhões de cabeças em Estados com mais de 20 anos sem focos. Possuímos 45 milhões em Estados com, pelo menos, 15 anos sem focos. A epidemiologia mostra um quadro sem transmissão viral. Por isso, somos favoráveis à retirada da vacina”, reforça Guedes.

Fonte: SNA/RJ
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