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Embargo terá impacto mínimo, diz MDIC

03 de julho de 2017

 A suspensão da compra de carne fresca brasileira pelos Estados Unidos deverá ter impacto mínimo nas exportações brasileiras, disse nesta segunda-feira, 3, o diretor do Departamento de Estatística e Apoio à Exportação do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), Herlon Brandão. Segundo ele, o país é um pequeno mercado consumidor de carne in natura brasileira, e a liderança do Brasil no mercado global do produto não deve ser ameaçada num cenário de oferta restrita em todo o planeta.

 
O embargo norte-americano ao produto brasileiro foi anunciado no dia 22 de junho devido a preocupações recorrentes sobre a segurança dos produtos destinados ao mercado daquele país, segundo autoridades dos EUA. 
 
De acordo com Brandão, a venda de carne fresca para os Estados Unidos representa apenas 2% das exportações totais brasileiras. Tradicionalmente, o país vende carne industrializada para o mercado norte-americano, cujas exportações não foram afetadas. 
 
“O Brasil é o maior exportador mundial e existe oferta restrita no mundo. A carne brasileira é aceita em mais de 160 países. A suspensão vai afetar vendas pontualmente para os Estados Unidos, que apenas este ano começaram a importar carne in natura do país, mas deve ter um impacto limitado no mercado como um todo”, disse Brandão.
 
No primeiro semestre, o Brasil embarcou 14 mil toneladas de carne fresca para os Estados Unidos, que totalizaram US$ 59 milhões. No ano passado, o país tinha vendido apenas US$ 121 milhões de carne in natura para os consumidores norte-americanos. Brandão destacou que uma missão do governo brasileiro irá aos Estados Unidos neste mês para negociar o fim do embargo.
 
As vendas de carne bovina totalizaram 525,486 mil toneladas, ante 573,351 mil toneladas em igual período do ano passado. Já o faturamento ficou em US$ 2,179 bilhões este ano, valor 2,1% menor que os US$ 2,226 bilhões obtidos entre janeiro e junho de 2016. Segundo Brandão, esse recuo deve-se ao Egito, terceiro maior comprador de carne bovina brasileira, que enfrenta uma crise cambial e está importando menos do resto do mundo.
 
“A situação da carne bovina in natura está atrelada ao Egito, que era o terceiro maior destino no ano passado. Por causa de restrições cambiais, a venda de carnes bovinas para lá caiu 56,8% no primeiro semestre”, explicou o diretor do ministério.
 
Junho - Foram exportadas 100,2 mil toneladas de carne bovina in natura nos 21 dias úteis de junho, 3,73% a mais ante as 96,6 mil toneladas de junho do ano passado (22 dias úteis). O volume é ainda 10,8% superior às 90,4 mil toneladas embarcadas em maio último (22 dias úteis).
 
A receita com as vendas externas de carne bovina somou US$ 422,3 milhões, 11,3% maior do que os US$ 379,6 milhões obtidos em junho de 2016 e alta de 10,3% ante os US$ 382,8 milhões de maio. O preço médio pago pela tonelada subiu 7,2% ante junho de 2016, para US$ 4.214, e ficou 0,5% menor em relação à média de maio. 

Fonte: ESTADÃO
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