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@ ACIMA DE R$ 300,00, INDÚSTRIA VÊ O BOI DE LONGE


Sem boiadas, manter uma escala de abate de quatro dias passou a ser um grande desafio para os frigoríficos.

O mercado do boi gordo abriu a segunda-feira (8/2) com boa parte das indústrias frigorificas preferindo manter  posição de cautela nos negócios, com intuito de avaliar melhor o resultado das vendas de carne bovina no mercado interno no último final de semana, informam os analistas.

Segundo dados da Scot Consultoria, nas praças paulistas o cenário é de estabilidade em relação aos preços da última sexta-feira (5/02). Dessa maneira, o boi gordo continua valendo R$ 302/@, preço bruto e a prazo, enquanto a vaca e novilha gordas estão sendo negociadas em R$ 284/@ e R$ 292/@, respectivamente, nas mesmas condições de pagamento. No caso dos negócios envolvendo lotes de animais jovens (até 30 meses de idade), com padrão para exportação (direcionado sobretudo à China), o valor da arroba gira em torno de R$ 305/@.

Embora haja a cautela da ponta compradora, ainda predomina largamente a firmeza de preços, relata a IHS Markit. Não há grandes ofertas de boiada gorda e, ao mesmo tempo, as indústrias têm que lidar com a inconsistência das vendas da carne bovina no mercado doméstico, observa a consultoria. Além disso, continua a IHS, os efeitos do endurecimento das medidas restritivas contra o avanço d0 Covid-19 no Brasil deixam um impacto negativo no consumo doméstico, anulando qualquer possibilidade de repasse dos altos custos da matéria-prima (boiada gorda) por parte dos frigoríficos.

Boi de fora

Recentemente, no Mato Grosso do Sul, o SicadeMS (Sindicato das Indústrias de Frios, Carnes e Derivados de Mato Grosso do Sul) solicitou ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) a possibilidade de importação de gado em pé do Paraguai por frigoríficos brasileiros. O foco é buscar alternativas para o preenchimento das escalas de abate em meio à oferta apertada de gado terminado no Estado e no País, relatam os analistas da IHS Markit.

No Mato Grosso, responsável pelo maior rebanho bovino de corte do Brasil e onde há o maior número de plantas habilitadas para exportação, as grandes indústrias também relatam dificuldade na originação de animais terminados. “Manter uma escala de abate de quatro dias passou a ser um grande desafio aos compradores”, ressalta a IHS. Dessa maneira, nesta segunda-feira, novas altas na arroba do boi gordo foram observadas em algumas praças do Mato Grosso, apurou a IHS.

No mercado atacadista, o fluxo das vendas de carne bovino foi um pouco maior neste último fim de semana, motivado pela entrada da massa salarial, informa a IHS. No entanto, o ritmo das vendas foi suficiente apenas para manutenção dos preços dos principais cortes bovinos, acrescenta.