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Como agilizar o embarque de gado magro para a terminação em confinamento?


O confinamento está trazendo à pecuária brasileira uma dinâmica diferente para a entressafra. Ao invés de estratégias para evitar a perda de peso, ou efeito sanfona, na época em que as chuvas cessam e os pastos secam, os produtores seguem ativos no mercado de reposição para terminar boiada em cocho.

Para auxiliar o produtor que está ativo na compra do boi magro no período da seca, o Giro na Estrada elencou dicas para quem vai receber desembarque da categoria em sua fazenda. “A principal diferença (para o embarque de gado gordo) é no processo após o desembarque porque esse animal ainda vai passar por uma segunda etapa com este pecuarista ou até em um boitel. É um trabalho que você tem que fazer de maneira mais planejada, a começar com maior intensidade de tratos durante o transporte, na contratação desses veículos, dessa transportadora para efetuar esta operação porque você precisa fazer de uma forma mais lenta, mais planejada, mais organizada”, destacou Leonardo Vieira, engenheiro agrônomo e coordenador de logística da Friboi.

“O mais importante é planejamento. O pecuarista que já faz o processo de engorda de gado magro precisa ter antecedência disto, verificar dentro da propriedade aonde vai ser realizado o desembarque, se vai fazer em retiro mais distante, como vai ser esta operação, até para flexibilizar o transporte. Com isso ele consegue fazer um agendamento de frota, trazer estes animais com tempo para a operação de engorda na propriedade e determinar o volume de veículos que vai utilizar nestas viagens”, acrescentou Vieira.

Entre os estados mais aquecidos para a reposição nesta entressafra está o Mato Grosso, que deve se confirmar, em 2019, como maior confinador do país mais uma vez. “Como está secando bastante os pastos no Mato Grosso, o estado todo está aquecido para a reposição. As regiões norte, sul, oeste, como em Pontes e Lacerda, vêm com volume grande porque o confinamento se consolidou como uma saída”, apontou o coordenador regional da TRP, Marcus Bueno.